ENSAIO FOTOGRÁFICO AUTORAL EM COLLAB COM O COLETIVO ANKH
Mais que um simples ensaio, nossa collab reuniu oito modelos fotográficos tdoxs pretos periféricos, dois assistentes de produção, um assistente de fotografia, três diretores de arte, um storymaker e um fotográfo, em coletivo por seis horas fotografamos mais de quinhentas fotografias. Levamos quatro madrugadas para edição do material. Esse conjunto de forças: artistas, técnicos e modelos independentes todos pretos periféricos, conseguimos o resultado compartilhado aqui. Nossas ações em coleivo precisam de investimento financeiro para existir. Realizamos esse projeto apenas com o que temos ao nosso alcance, e, estamos orgulhosos que conseguimos, mesmo desacreditados, nós acreditamos e construimos um material imagético que vai muito além do que a divulgação de um produto. Produzimos possibilidades de nos autorrepresentarmos e entender o quanto nossa imagem é poderosa quando tratada com respeito. Os coletivos se uniram e mostraram que juntos conseguimos ressignificar nossa imagem a partir de construções e entendimentos sobre quem somos e a importância de entendermos isso. Imaginamos um mundo onde nossa imagem é nosso orgulho e fundamento da nossa existência.
Na voz a criadora da marca ANKH:
A Ecobag como Manifesto: Estética Negra, Resistência e Protagonismo
Nesta collab potente entre a produtora, Awá, ANKH e o projeto social Clickniggas, a ecobag deixa de ser apenas um acessório utilitário para se tornar um símbolo de identidade, resistência e pertencimento. Presente nos ensaios Sabotage: O Legado Vivo e Eu Amo Ser Negona, ela atravessa imagens e corpos como extensão visual de uma estética negra periférica que se afirma, se impõe e se reinventa.
Sabotage: O Legado Vivo
No ensaio que reverencia a memória de um dos maiores ícones do rap nacional, a ecobag é peça central da composição visual. De um lado, o rosto de Sabotage, símbolo de autenticidade e gênio criativo das quebradas. Do outro, a frase que reverbera como um grito: "O dinheiro não compra sua postura".
Como diria Frantz Fanon, “cada geração deve, em relativa opacidade, descobrir sua missão, cumpri-la ou traí-la”. Neste ensaio, a missão é clara: manter vivo o legado que inspira postura, ética e resistência frente à lógica capitalista que tenta reduzir o ser ao ter. A ecobag — objeto de reuso e ressignificação — ecoa práticas de sustentabilidade que sempre estiveram presentes na vivência periférica, muito antes de se tornarem tendência no discurso mainstream.
Combinada a roupas garimpadas no Brechô do Grilo,com poses marcantes, ela se insere na tradição de reinvenção estética da favela, onde, como já ensinava Lélia Gonzalez, “o corpo negro é político mesmo quando dança”. Aqui, ele é político também quando carrega uma ecobag.
Eu Amo Ser Negona
Neste segundo ensaio, a ecobag caminha ao lado de mulheres negras que afirmam sua beleza, sua pluralidade e seu poder. Inserida em composições com saias fluidas, acessórios expressivos e olhares que atravessam a lente, ela acompanha o gesto de quem ocupa o espaço com força e presença.
Essa representação vai além do visual: é performance de identidade, é orgulho do que se é. Como reforça bell hooks, “a estética negra é sempre uma forma de insurgência”. Aqui, cada elemento carrega essa insurgência com elegância e contundência. A ecobag funciona como extensão de uma consciência ancestral que honra a caminhada das que vieram antes, e que transforma o cotidiano em resistência simbólica.
Um Objeto, Dois Ensaios, Uma Só Postura
Em ambos ensaios, a ecobag atua como elo visual e conceitual. Ressignificando o objeto comum, ela se torna porta-voz de uma postura que desafia, que não negocia princípios, e que carrega com orgulho a raiz da cultura negra periférica.
Mesmo dentro do ambiente controlado do estúdio, cada imagem pulsa com a energia das ruas, com a potência das quebradas e com a atitude de quem faz da estética um ato político. Este projeto não vende apenas produtos. Ele compartilha histórias, reverbera vozes, e transforma imagens em território de afirmação.
Essa é mais que uma collab. É um manifesto visual.
É Awá. É ANKH. É Clickniggas. É quebrada. É legado!
Equipe técnica:
Direção: Nalanda Gama & Roger Silva
Modelos:
Fotógrafo e diretor de imagem: @Rogersilvafotos
Assistentes de produção\Diretores de arte: @olhos_dogril0_ @pedro_oliveira843
Um projeto realizado por: @clickniggas & @produtoraawa





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